Higiene das mãos nos cuidados de saúde
Todos os dias morrem pessoas em todo o mundo devido a infeções contraídas enquanto recebiam cuidados de saúde, que podiam ter sido evitadas. As mãos são a principal via de transmissão de microrganismos durante a prestação de cuidados de saúde.
As medidas gerais de higiene das mãos incluem: remover adornos, como relógios, pulseiras e anéis (incluindo alianças); proteger lesões com pensos impermeáveis; usar mangas curtas, enrolar ou dobrar as mangas da farda para cima; usar as unhas curtas, limpas e o mais natural possível1-6.
O médico e Diretor do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências a Antimicrobianos (PPCIRA) da DGS, José Artur Paiva, por altura do Dia da Higiene das Mãos em 2021, referiu que se verificou um crescimento de 76 % para 83 % de adesão ao cumprimento total do procedimento de higiene das mãos nos profissionais de saúde7.
Esta é uma prática que deve continuar a ganhar cada vez mais adesão por parte dos profissionais de saúde. Porém, qualquer pessoa que esteja envolvida em cuidados de saúde deve preocupar-se com a higiene das mãos e ser capaz de a realizar corretamente e na altura certa.
Crianças e jovens como agentes de mudança
A higiene das mãos deve extravasar para fora das unidades de saúde, dado tratar-se de uma responsabilidade coletiva, constituindo-se um legado que deve ser transmitida às gerações mais novas.
Habitualmente, as campanhas realizadas no âmbito do Dia Mundial das Mãos, que se celebra anualmente a 5 de maio, são dirigidas aos profissionais da saúde e dos doentes, mas, em 2021, o foco da campanha "Higiene das mãos: segundos que salvam vidas" foram as crianças e os jovens como agentes de mudança de comportamentos saudáveis8.
Aproveitando o legado positivo da pandemia, a finalidade foi tornar a higiene das mãos uma medida a manter para além da pandemia e uma medida a manter na comunidade, visando a prevenção da doença, a promoção da saúde e a literacia dos cidadãos8.
As crianças e os jovens aprendem facilmente e podem ter um papel crucial na divulgação pela sua família e amigos, da importância de realizar a higiene das mãos corretamente8.
Neste âmbito, em 2021, o Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA), da Direção-Geral da Saúde, em colaboração com a Direção-Geral da Educação, realizou um estudo sobre os hábitos de higiene das mãos dos alunos do 2.º e do 3.º ciclos, tendo verificado que os inquiridos higienizavam as mãos ao chegar a casa, quando as mãos estavam visivelmente sujas, após usar a casa de banho e antes e após as refeições9. A maioria dos alunos também referiram que higienizavam as mãos entre seis e dez vezes por dia, que conheciam bem a técnica de higienização das mãos e tinham conhecimento de que esta atitude evita infeções9.
Higiene das mãos previne infeções em geral
Não é extraordinário como uma medida tão simples pode fazer a diferença na vida de todos nós?
Todos os dias morrem pessoas em todo o mundo devido a infeções contraídas enquanto recebiam cuidados de saúde, que podiam ter sido evitadas. As mãos são a principal via de transmissão de microrganismos durante a prestação de cuidados de saúde.
A higiene das mãos, devidamente associada às restantes medidas que integram as precauções básicas de controlo de infeção, é considerada uma das mais importantes para evitar a transmissão de microrganismos prejudiciais e prevenir as infeções associadas aos cuidados prestados aos utentes1,2.
As técnicas de higiene das mãos compreendem a lavagem com água e sabão e por fricção antissética.
As medidas gerais de higiene das mãos incluem: remover adornos, como relógios, pulseiras e anéis (incluindo alianças); proteger lesões com pensos impermeáveis; usar mangas curtas, enrolar ou dobrar as mangas da farda para cima; usar as unhas curtas, limpas e o mais natural possível1-6.
Não é recomendado efetuar de forma simultânea ou sequencial a lavagem das mãos e a fricção com solução antissética de base alcoólica1,2,4-6, devendo cada uma efetuar-se em situações específicas.
O médico e Diretor do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências a Antimicrobianos (PPCIRA) da DGS, José Artur Paiva, por altura do Dia da Higiene das Mãos em 2021, referiu que se verificou um crescimento de 76 % para 83 % de adesão ao cumprimento total do procedimento de higiene das mãos nos profissionais de saúde7.
Esta é uma prática que deve continuar a ganhar cada vez mais adesão por parte dos profissionais de saúde. Porém, qualquer pessoa que esteja envolvida em cuidados de saúde deve preocupar-se com a higiene das mãos e ser capaz de a realizar corretamente e na altura certa.
Crianças e jovens como agentes de mudança
A higiene das mãos deve extravasar para fora das unidades de saúde, dado tratar-se de uma responsabilidade coletiva, constituindo-se um legado que deve ser transmitida às gerações mais novas.
Habitualmente, as campanhas realizadas no âmbito do Dia Mundial das Mãos, que se celebra anualmente a 5 de maio, são dirigidas aos profissionais da saúde e dos doentes, mas, em 2021, o foco da campanha "Higiene das mãos: segundos que salvam vidas" foram as crianças e os jovens como agentes de mudança de comportamentos saudáveis8.
Aproveitando o legado positivo da pandemia, a finalidade foi tornar a higiene das mãos uma medida a manter para além da pandemia e uma medida a manter na comunidade, visando a prevenção da doença, a promoção da saúde e a literacia dos cidadãos8.
As crianças e os jovens aprendem facilmente e podem ter um papel crucial na divulgação pela sua família e amigos, da importância de realizar a higiene das mãos corretamente8.
Neste âmbito, em 2021, o Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA), da Direção-Geral da Saúde, em colaboração com a Direção-Geral da Educação, realizou um estudo sobre os hábitos de higiene das mãos dos alunos do 2.º e do 3.º ciclos, tendo verificado que os inquiridos higienizavam as mãos ao chegar a casa, quando as mãos estavam visivelmente sujas, após usar a casa de banho e antes e após as refeições9. A maioria dos alunos também referiram que higienizavam as mãos entre seis e dez vezes por dia, que conheciam bem a técnica de higienização das mãos e tinham conhecimento de que esta atitude evita infeções9.
Higiene das mãos previne infeções em geral
Apesar de higiene das mãos ter ganho destaque com a COVID-19, é uma medida importante para prevenir as infeções respiratórias, como a gripe, outras infeções transmitidas por via aérea, diarreias infecciosas, entre outras8.
A redução das infeções na comunidade tem como consequência a redução do consumo de antibióticos, o que contribui para controlar as resistências das bactérias a estes medicamentos, mantendo-os eficazes para o tratamento das infeções graves8.
Ao evitar infeções e reduzindo a transmissão de microrganismos de pessoa para pessoa, a higiene das mãos é capaz de salvar 8 milhões de vidas por ano, a nível mundial. É, por isso, uma medida do presente, mas também do futuro, que previne a doença e promove a saúde dos cidadãos8.
É uma medida que não tem nenhuma contraindicação, demora pouco tempo e tem um efeito protetor individual e coletivo7.
A redução das infeções na comunidade tem como consequência a redução do consumo de antibióticos, o que contribui para controlar as resistências das bactérias a estes medicamentos, mantendo-os eficazes para o tratamento das infeções graves8.
Ao evitar infeções e reduzindo a transmissão de microrganismos de pessoa para pessoa, a higiene das mãos é capaz de salvar 8 milhões de vidas por ano, a nível mundial. É, por isso, uma medida do presente, mas também do futuro, que previne a doença e promove a saúde dos cidadãos8.
É uma medida que não tem nenhuma contraindicação, demora pouco tempo e tem um efeito protetor individual e coletivo7.
Não é extraordinário como uma medida tão simples pode fazer a diferença na vida de todos nós?
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