Cuide da sua mente e participe ativamente na sua vida
O Dia Mundial da Saúde Mental comemora-se no próximo dia 10 de outubro. Há 30 anos que a Federação Mundial de Saúde Mental alerta para a importância da saúde psicológica e combate o preconceito em torno desta realidade. A verdade é que as doenças mentais são comuns a todos os povos, independentemente da sua cultura, nacionalidade ou condição socioeconómica. São também uma das principais doenças incapacitantes do século XXI e uma das principais razões de suicídio. A saúde mental é, portanto, fundamental para o bem-estar das populações e para o desenvolvimento económico e social de cada país.
Dada a relevância do tema para os profissionais de saúde e para os cidadãos em geral, a HealthUp aproveita as comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental para alertar para os fatores que podem influenciar negativamente a saúde mental. Vamos também partilhar algumas dicas de como podemos manter a nossa mente saudável.
Mas antes, vamos olhar para a saúde mental dos portugueses e perceber o impacto que a pandemia de COVID-19 teve (e tem) nesta patologia.
O que é Saúde Mental?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde mental como o “estado de bem-estar físico, mental e social que possibilite a cada indivíduo lidar com os desafios normais da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a sua comunidade, realizando assim o seu próprio potencial”.
Mas será que ter pensamentos negativos, ou simplesmente sentir-se triste e desanimado, é sinónimo de doença do foro psicológico? Não necessariamente. As doenças mentais são também muitas vezes definidas como alterações na química cerebral que geram particularidades intelectuais, emocionais e/ou comportamentais. Assim sendo, a doença mental incapacita a pessoa e impede-a de ter uma vida produtiva, ou seja, desenvolver e manter relacionamentos, estudar, trabalhar, tomar decisões, etc.
Entre os principais transtornos mentais, estão a depressão, o transtorno afetivo bipolar, a esquizofrenia e outras psicoses, demência, deficiência intelectual e transtornos de desenvolvimento, como o autismo.
Mas quais são os fatores que influenciam a saúde mental?
Fatores que influenciam a saúde mental
Anteriormente, referimos que as doenças mentais são comuns a todos os povos. E isso é verdade. No entanto, a nossa saúde mental é influenciada por diversos fatores, sejam eles genéticos, biológicos, psicológicos, bem como condições sociais e ambientais diversas.
Num mundo onde as desigualdades são cada vez mais acentuadas, esses fatores de risco podem colocar alguns grupos mais vulneráveis sob maior risco de contrair doenças do foro psicológico. Por exemplo, um estudo recente da Direção-Geral da Saúde concluiu que as mulheres e as pessoas mais desfavorecidas economicamente são os dois grupos mais afetados por doenças mentais.
Se, por um lado, a desvantagem socioeconómica está associada a um risco aumentado de desenvolver um transtorno de saúde mental, por outro, ter um transtorno de saúde mental agrava a condição socioeconómica. Percebe-se, assim, que este efeito bola de neve tem um impacto significativo sobre os indivíduos, sobre a sociedade e sobre a economia dos países.
A saúde mental em Portugal
Segundo os dados do estudo da Carga Global de Doenças, estima-se que 1 em cada 5 portugueses (23%) sofra de alguma perturbação do foro mental ou de uso de substâncias. Portugal lidera ainda a lista de países europeus com maior número de casos de perturbações mentais.
De acordo com o mesmo estudo, os transtornos de ansiedade e a depressão são as duas patologias que mais se destacam, surgindo depois as perturbações associadas ao uso de substâncias.
Mas qual o impacto destas patologias na mortalidade em Portugal?
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2019 cerca 5,2% (5 776) dos óbitos no nosso país foram diretamente atribuídos a transtornos mentais e comportamentais. Neste número não estão incluídos os suicídios, outra causa de morte intrinsecamente relacionada com a saúde mental. De acordo com os dados do mesmo Instituto, em 2019, cerca de 0,9% (975 óbitos) dos óbitos em território nacional foram devido a suicídio e /ou lesões autoinfligidas, sendo a incidência deste fenómeno mais comum entre os homens do que entre as mulheres.
Infelizmente, e apesar destes dados serem preocupantes, a promoção de medidas na área da saúde mental continua a ter uma dimensão francamente subvalorizada no nosso país, quando comparada com outros países.
A pandemia e o impacto na saúde mental
Confinamento. Insegurança. Instabilidade. Medo. Estes foram os fatores que mais contribuíram para o agravamento da saúde mental da população durante o período pandémico. Segundo o relatório Health at a Glance Europe 2020 (Panorama da Saúde Europa 2020), a pandemia de COVID-19 e a subsequente crise económica provocaram um aumento progressivo dos problemas de saúde mental, com maior incidência de stress, ansiedade e depressão.
Em Portugal, e de acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento 2021 do INE, mais de 1/4 da população referiu sentir o efeito negativo da pandemia COVID-19 sobre a sua saúde mental. Por exemplo, a prevalência de ansiedade e depressão após o primeiro confinamento rondou os 67% e 23%, respetivamente.
Estes dados comprovam que a pandemia veio deteriorar a saúde mental dos portugueses e, por isso, é urgente tratar a saúde mental como uma prioridade.
Dicas para melhorar a saúde mental
Perante o cenário acima apresentado, será que há algo que podemos fazer para cuidar da nossa mente? Claro! Felizmente, há muitas coisas que podemos fazer para cuidar da nossa própria saúde mental e até para ajudar outros.
Partilhamos aqui 6 dicas da OMS para manter ou melhorar a sua saúde mental:
1. Mantenha a rotina.
Uma rotina torna o seu dia a dia mais estável. Por exemplo, tente levantar-se e deitar-se todos os dias à mesma hora, mantenha uma higiene pessoal cuidada, coma refeições saudáveis e em horários regulares, faça exercício, tire tempo para descansar e faça todos os dias alguma coisa que gosta.
2. Mantenha-se informado, mas evite notícias negativas.
Reduza o tempo que passa a ver ou a ler notícias que o deixam angustiado ou ansioso. Procure as últimas informações em momentos específicos do dia, apenas uma ou duas vezes por dia.
3. Não se isole. Mantenha o contacto.
Fale com os seus amigos e outras pessoas próximas de si. Se não o puder fazer cara-a-cara, faço-o por telefone, videoconferência ou outros canais online.
4. Cuidado com os ecrãs.
Contabilize o tempo que passa em frente de um ecrã todos os dias e assegure-se de que faz pausas regulares para descansar. Mantenha o equilíbrio.
5. Evite o consumo de álcool.
Nunca use o álcool como forma de lidar com o medo, a ansiedade ou o tédio. Limite a quantidade de álcool que bebe ou, preferencialmente, evite por completo bebidas alcoólicas.
6. Ajude os outros.
Se for capaz, ofereça apoio às pessoas da sua comunidade. Está cientificamente provado que ajudar os outros resulta em contentamento e realização pessoais.
Dada a relevância do tema para os profissionais de saúde e para os cidadãos em geral, a HealthUp aproveita as comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental para alertar para os fatores que podem influenciar negativamente a saúde mental. Vamos também partilhar algumas dicas de como podemos manter a nossa mente saudável.
Mas antes, vamos olhar para a saúde mental dos portugueses e perceber o impacto que a pandemia de COVID-19 teve (e tem) nesta patologia.
O que é Saúde Mental?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde mental como o “estado de bem-estar físico, mental e social que possibilite a cada indivíduo lidar com os desafios normais da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a sua comunidade, realizando assim o seu próprio potencial”.
Mas será que ter pensamentos negativos, ou simplesmente sentir-se triste e desanimado, é sinónimo de doença do foro psicológico? Não necessariamente. As doenças mentais são também muitas vezes definidas como alterações na química cerebral que geram particularidades intelectuais, emocionais e/ou comportamentais. Assim sendo, a doença mental incapacita a pessoa e impede-a de ter uma vida produtiva, ou seja, desenvolver e manter relacionamentos, estudar, trabalhar, tomar decisões, etc.
Entre os principais transtornos mentais, estão a depressão, o transtorno afetivo bipolar, a esquizofrenia e outras psicoses, demência, deficiência intelectual e transtornos de desenvolvimento, como o autismo.
Mas quais são os fatores que influenciam a saúde mental?
Fatores que influenciam a saúde mental
Anteriormente, referimos que as doenças mentais são comuns a todos os povos. E isso é verdade. No entanto, a nossa saúde mental é influenciada por diversos fatores, sejam eles genéticos, biológicos, psicológicos, bem como condições sociais e ambientais diversas.
Num mundo onde as desigualdades são cada vez mais acentuadas, esses fatores de risco podem colocar alguns grupos mais vulneráveis sob maior risco de contrair doenças do foro psicológico. Por exemplo, um estudo recente da Direção-Geral da Saúde concluiu que as mulheres e as pessoas mais desfavorecidas economicamente são os dois grupos mais afetados por doenças mentais.
Se, por um lado, a desvantagem socioeconómica está associada a um risco aumentado de desenvolver um transtorno de saúde mental, por outro, ter um transtorno de saúde mental agrava a condição socioeconómica. Percebe-se, assim, que este efeito bola de neve tem um impacto significativo sobre os indivíduos, sobre a sociedade e sobre a economia dos países.
A saúde mental em Portugal
Segundo os dados do estudo da Carga Global de Doenças, estima-se que 1 em cada 5 portugueses (23%) sofra de alguma perturbação do foro mental ou de uso de substâncias. Portugal lidera ainda a lista de países europeus com maior número de casos de perturbações mentais.
De acordo com o mesmo estudo, os transtornos de ansiedade e a depressão são as duas patologias que mais se destacam, surgindo depois as perturbações associadas ao uso de substâncias.
Mas qual o impacto destas patologias na mortalidade em Portugal?
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2019 cerca 5,2% (5 776) dos óbitos no nosso país foram diretamente atribuídos a transtornos mentais e comportamentais. Neste número não estão incluídos os suicídios, outra causa de morte intrinsecamente relacionada com a saúde mental. De acordo com os dados do mesmo Instituto, em 2019, cerca de 0,9% (975 óbitos) dos óbitos em território nacional foram devido a suicídio e /ou lesões autoinfligidas, sendo a incidência deste fenómeno mais comum entre os homens do que entre as mulheres.
Infelizmente, e apesar destes dados serem preocupantes, a promoção de medidas na área da saúde mental continua a ter uma dimensão francamente subvalorizada no nosso país, quando comparada com outros países.
A pandemia e o impacto na saúde mental
Confinamento. Insegurança. Instabilidade. Medo. Estes foram os fatores que mais contribuíram para o agravamento da saúde mental da população durante o período pandémico. Segundo o relatório Health at a Glance Europe 2020 (Panorama da Saúde Europa 2020), a pandemia de COVID-19 e a subsequente crise económica provocaram um aumento progressivo dos problemas de saúde mental, com maior incidência de stress, ansiedade e depressão.
Em Portugal, e de acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento 2021 do INE, mais de 1/4 da população referiu sentir o efeito negativo da pandemia COVID-19 sobre a sua saúde mental. Por exemplo, a prevalência de ansiedade e depressão após o primeiro confinamento rondou os 67% e 23%, respetivamente.
Estes dados comprovam que a pandemia veio deteriorar a saúde mental dos portugueses e, por isso, é urgente tratar a saúde mental como uma prioridade.
Dicas para melhorar a saúde mental
Perante o cenário acima apresentado, será que há algo que podemos fazer para cuidar da nossa mente? Claro! Felizmente, há muitas coisas que podemos fazer para cuidar da nossa própria saúde mental e até para ajudar outros.
Partilhamos aqui 6 dicas da OMS para manter ou melhorar a sua saúde mental:
1. Mantenha a rotina.
Uma rotina torna o seu dia a dia mais estável. Por exemplo, tente levantar-se e deitar-se todos os dias à mesma hora, mantenha uma higiene pessoal cuidada, coma refeições saudáveis e em horários regulares, faça exercício, tire tempo para descansar e faça todos os dias alguma coisa que gosta.
2. Mantenha-se informado, mas evite notícias negativas.
Reduza o tempo que passa a ver ou a ler notícias que o deixam angustiado ou ansioso. Procure as últimas informações em momentos específicos do dia, apenas uma ou duas vezes por dia.
3. Não se isole. Mantenha o contacto.
Fale com os seus amigos e outras pessoas próximas de si. Se não o puder fazer cara-a-cara, faço-o por telefone, videoconferência ou outros canais online.
4. Cuidado com os ecrãs.
Contabilize o tempo que passa em frente de um ecrã todos os dias e assegure-se de que faz pausas regulares para descansar. Mantenha o equilíbrio.
5. Evite o consumo de álcool.
Nunca use o álcool como forma de lidar com o medo, a ansiedade ou o tédio. Limite a quantidade de álcool que bebe ou, preferencialmente, evite por completo bebidas alcoólicas.
6. Ajude os outros.
Se for capaz, ofereça apoio às pessoas da sua comunidade. Está cientificamente provado que ajudar os outros resulta em contentamento e realização pessoais.
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