Dia Internacional sem Sacos de Plástico: Reduza a utilização de um dos maiores poluentes do planeta

Margarete Cardoso
O Dia Internacional sem Sacos de Plástico decorre já no próximo dia 3 de julho e tem como objetivo lançar um desafio a toda a população: reduzir o consumo de resíduos plásticos no dia-a-dia. 

O plástico e os problemas ambientais
Na Europa são utilizados, em média, cerca de 500 sacos plásticos por ano. Infelizmente, Portugal continua a ser um dos países que mais utiliza sacos plásticos (466 por pessoa, por ano). Estes acabam no lixo ao fim de meia hora de utilização, ou então no meio-ambiente, criando-se vastas ilhas de lixo plástico nos oceanos. Aliás, o plástico é o poluente marinho mais comum, estimando-se que entre 8 e 12 milhões de toneladas acabam no mar todos os anos. Os cientistas alertam que, em 2050, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos. 

Para além disso, o plástico é constituído por resinas tóxicas de petróleo e levam cerca de 500 anos a decompor-se na natureza. 

Apesar da gravidade desta situação, apenas 2 % da população mundial recicla o plástico. 

O plástico no Setor da Saúde
Os hospitais estão repletos de plásticos esterilizados descartáveis. De acordo com a Practice Greenhealth, uma organização sem fins lucrativos que trabalha para tornar os hospitais mais sustentáveis, estima-se que 25 % dos resíduos gerados por um hospital são de plástico. 

A pandemia veio agravar muito esta situação, devido ao aumento do consumo de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), dos kits de testes à COVID-19 e das doses de vacinas.  

Um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde contabiliza que foram usados, entre março de 2020 e novembro de 2021, cerca de 87 mil toneladas de EPI e distribuídos mais de 140 milhões de kits de teste à doença, com potencial para gerar cerca de 2600 toneladas de resíduos plásticos e 731 mil litros de resíduos químicos.  

No global, foram administradas mais de oito mil milhões de doses de vacinas, que produziram 144 mil toneladas de resíduos adicionais, sob a forma de seringas, agulhas e caixas de segurança para as colocar. 

O Relatório apresenta um conjunto de recomendações para integrar melhores, mais seguras e ambientalmente mais sustentáveis práticas de gestão de resíduos, nomeadamente:·       
  • Utilização de embalagens de transporte ecológicas;       
  • EPI seguros e reutilizáveis (por exemplo, luvas e máscaras médicas);
  • Materiais recicláveis ou biodegradáveis;       
  • Investimento em tecnologias de tratamento de resíduos não queimados. 


Se, por um lado, é impossível acabar com o plástico no setor da saúde, por outro, há pequenos gestos que todos podemos fazer para reduzir ou reciclar os resíduos plásticos:
  • Fazer uma boa gestão dos recursos que temos, especialmente dos EPI;
  • Disponibilizar nas instituições de saúde recursos para a separação de resíduos;
  • Assumir, pessoalmente, o compromisso de separar os resíduos.


O setor da saúde está sob pressão crescente para reduzir a pegada de carbono e minimizar a quantidade de resíduos enviados para aterro, em parte devido à preocupação com a proliferação de resíduos plásticos e os seus impactos na água, nos sistemas alimentares e na saúde humana e dos ecossistemas. 

Julho – Mês sem Plástico
São muitas as iniciativas que se juntam ao Dia Internacional sem Sacos de Plástico. Graças a elas, desde 2011, já foi possível eliminar, por ano, 825 milhões de quilos de resíduos plásticos. Uma das iniciativas internacionais mais conhecidas é, sem dúvida, a Plastic Free July, que promove a redução da utilização de plástico em todo o mundo. Em julho de 2019, 250 milhões de pessoas em 177 países aderiram ao desafio Plastic Free July. 

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