Desenvolvimento pessoal em saúde: cuidar de quem cuida
Feb 17
/
Margarete Cardoso
Nos últimos anos, a realidade dos profissionais de saúde tem sido amplamente analisada por organismos nacionais e internacionais. A evidência é consistente: trabalhar em saúde exige muito mais do que competência técnica. Exige presença, clareza, autorregulação, comunicação consciente e capacidade de lidar com a intensidade emocional do dia a dia. Ao mesmo tempo, estudos recentes revelam níveis elevados de stress, exaustão, violência laboral e intenção de abandono - fatores que reforçam a urgência de olharmos para quem cuida com maior profundidade e responsabilidade.
Este artigo explora, com base em evidência atual, por que razão o desenvolvimento pessoal deixou de ser opcional e passou a ser uma competência central para a prática clínica moderna, para a sustentabilidade das equipas e para a segurança dos cuidados de saúde.
Este artigo explora, com base em evidência atual, por que razão o desenvolvimento pessoal deixou de ser opcional e passou a ser uma competência central para a prática clínica moderna, para a sustentabilidade das equipas e para a segurança dos cuidados de saúde.
Uma visão tradicional que já não chega
É comum acreditar que, na saúde, bastam competência técnica, experiência e responsabilidade para garantir um cuidado seguro e eficaz. Durante décadas, esta foi a visão dominante: formar profissionais tecnicamente capazes parecia suficiente para assegurar qualidade assistencial, assumindo que a dimensão emocional era secundária ou até irrelevante.
A realidade do terreno: validar o contexto de quem cuida
Esta ideia não surgiu por acaso. O trabalho em saúde continua entre as funções profissionalmente mais exigentes - marcado por decisões rápidas, ritmos intensos, pressão emocional constante, turnos prolongados, elevada responsabilidade ética e contacto direto com sofrimento humano, urgência e incerteza. É natural que muitos profissionais priorizem o rendimento, a eficácia e o foco técnico, porque é isso que o contexto assistencial lhes exige diariamente.
Além disso, as condições de trabalho continuam a ser profundamente desafiantes.
Além disso, as condições de trabalho continuam a ser profundamente desafiantes.
A realidade do relatório da Organização Mundial da Saúde na Europa
O relatório “A Saúde Mental de Médicos e Enfermeiros” da Organização Mundial da Saúde na Europa (OMS‑Europa) mostra que:
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1 em cada 3 médicos e enfermeiros apresenta depressão ou ansiedade.
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1 em cada 10 pensou em acabar com a própria vida.
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1/3 foi alvo de bullying ou ameaças violentas, e 10% sofreu violência física ou assédio sexual.
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1 em cada 4 médicos trabalha mais de 50 horas por semana.
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1/3 dos médicos (32%) e 1/4 dos enfermeiros (25%) têm contratos temporários, situação associada ao aumento da ansiedade laboral.
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Entre 9,1% dos médicos e 15,4% dos enfermeiros, há intenção de deixar a profissão.
Trata-se do maior estudo europeu realizado pela OMS sobre saúde mental de médicos e enfermeiros, com mais de 90 mil respostas de profissionais dos 27 países da União Europeia, Noruega e Islândia.
A realidade em Portugal
A nível nacional, os dados revelam:
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39% de prevalência de ansiedade entre médicos e enfermeiros em Portugal, colocando o país no terceiro pior lugar da Europa, apenas atrás da Letónia (61%) e da França (41%).
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84% dos profissionais de saúde experienciaram algum tipo de violência laboral.
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41% reportaram bullying.
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74% enfrentaram agressividade de doentes ou familiares.
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27% dos médicos trabalham 50 horas ou mais por semana.
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4,6% dos médicos e 12,9% dos enfermeiros manifestaram intenção de deixar as suas profissões.
Estes números ajudam a compreender porque tantos profissionais continuam a trabalhar “no limite” e sem espaço interior para se ouvirem.
Apesar da sobrecarga e do sofrimento psicológico, o relatório europeu da OMS revela que muitos profissionais continuam a demonstrar um forte sentido de missão: 3 em cada 4 médicos e 2 em cada 3 enfermeiros afirmam encontrar propósito e satisfação no seu trabalho.
Apesar da sobrecarga e do sofrimento psicológico, o relatório europeu da OMS revela que muitos profissionais continuam a demonstrar um forte sentido de missão: 3 em cada 4 médicos e 2 em cada 3 enfermeiros afirmam encontrar propósito e satisfação no seu trabalho.
A realidade do SNS
A isto junta-se a evolução demográfica da força de trabalho: o SNS está a envelhecer, com 50% dos profissionais acima dos 45 anos e um aumento contínuo dos que ultrapassam os 55 anos.
Embora exista crescimento no número total de profissionais (taxa anual média de 3,2% até 2021), verificou‑se uma estabilização nos últimos anos, num contexto de aumento da procura e pressão assistencial.
Ou seja: o esforço técnico é real, o desgaste é substancial, e validar este contexto é essencial para compreender a urgência de uma abordagem mais humana e sustentável.
Embora exista crescimento no número total de profissionais (taxa anual média de 3,2% até 2021), verificou‑se uma estabilização nos últimos anos, num contexto de aumento da procura e pressão assistencial.
Ou seja: o esforço técnico é real, o desgaste é substancial, e validar este contexto é essencial para compreender a urgência de uma abordagem mais humana e sustentável.
O que a evidência mostra: porque cuidar de quem cuida é urgente
A evidência internacional e nacional é clara: não existe qualidade assistencial sustentável sem bem‑estar emocional de quem cuida.
Segundo a OMS e a Fundação José Neves:
Segundo a OMS e a Fundação José Neves:
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1 em cada 5 portugueses vive com um problema de saúde mental.
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O bem‑estar emocional influencia diretamente o desempenho, a comunicação, a tomada de decisão e a segurança clínica.
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Profissionais emocionalmente sobrecarregados apresentam maior probabilidade de erro, absentismo e intenção de abandonar a profissão.
Os dados europeus reforçam a gravidade da situação:
Dependendo do país, até 40% dos médicos e enfermeiros com sintomas depressivos tiraram licença médica no último ano e entre 11% e 34% consideram abandonar a profissão.
Dependendo do país, até 40% dos médicos e enfermeiros com sintomas depressivos tiraram licença médica no último ano e entre 11% e 34% consideram abandonar a profissão.
O preço de não cuidarmos de quem cuida
Esta perda de capacidade humana resulta em:
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tempos de espera mais longos;
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cuidados de menor qualidade;
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maior pressão sobre serviços públicos;
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degradação da experiência do doente.
Ações políticas para cuidar de quem cuida
O relatório da OMS‑Europa não se limita a descrever o problema: define sete ações políticas urgentes para proteger quem cuida:
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implementar tolerância zero à violência;
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melhorar a previsibilidade dos turnos;
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controlar as horas extra;
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reduzir as cargas de trabalho;
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formar e responsabilizar líderes;
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ampliar o acesso a apoio psicológico;
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monitorizar regularmente o bem‑estar dos profissionais.
"Com a Europa a enfrentar uma escassez de quase um milhão de profissionais de saúde até 2030, não nos podemos dar ao luxo de os perder devido ao esgotamento, ao desespero ou à violência. O seu bem-estar não é apenas uma obrigação moral, é a base de cuidados seguros e de alta qualidade para todos os doentes." - Kluge, diretor da OMS para a Europa.
Retrato Ilustrado dos Profissionais do SNS
O Retrato Ilustrado dos Profissionais do SNS traz mais elementos:
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A força de trabalho é predominantemente feminina (78%).
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O perfil predominante é: enfermeira, com nacionalidade portuguesa, que trabalha nos cuidados hospitalares, está afeta à Área Regional de Saúde (ARS) do Norte e tem entre 35‑44 anos.
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Há redução de profissionais jovens em vários grupos, incluindo enfermeiros e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.
Satisfação pessoal e burnout
Sobre satisfação e burnout, o estudo nacional de 2025, do Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas (PLANAPP) mostra:
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Médicos e enfermeiros no SNS apresentam níveis moderados de satisfação global.
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Insatisfação significativa com condições de trabalho e vencimento.
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52% dos médicos têm duplo ou multiemprego.
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Burnout mais prevalente entre profissionais jovens, com turnos rotativos e com elevadas responsabilidades familiares.
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Há associação direta entre intenção de permanência e fatores como: reconhecimento, condições de trabalho, redução do burnout e liderança clínica eficaz.
Desenvolvimento pessoal em saúde: o que podemos ganhar
A literatura é consistente e convergente: profissionais emocionalmente exaustos comunicam pior, tomam decisões sob maior pressão, apresentam risco acrescido de erro e sentem maior dificuldade em manter relações colaborativas eficazes.
O desenvolvimento pessoal - incluindo autoconhecimento, regulação emocional, consciência de padrões internos e capacidade de ressignificar experiências difíceis - está associado a:
O desenvolvimento pessoal - incluindo autoconhecimento, regulação emocional, consciência de padrões internos e capacidade de ressignificar experiências difíceis - está associado a:
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maior resiliência;
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redução de burnout;
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melhor colaboração interprofissional;
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maior clareza na tomada de decisão.
Os dados são inequívocos: sem cuidar de quem cuida, todo o sistema perde eficiência, segurança e humanidade.
“ O resultado do inquérito é um lembrete claro de que os sistemas de saúde da Europa são tão fortes quanto as pessoas que os sustentam.” - Hans Henri P. Kluge, diretor regional da OMS‑Europa.
Uma nova forma de olhar o desenvolvimento em saúde
O desenvolvimento pessoal em saúde deixou de ser complementar - tornou‑se estrutural, essencial e urgente.
Uma abordagem integradora, que articula técnica + humano, permite ao profissional:
Uma abordagem integradora, que articula técnica + humano, permite ao profissional:
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tomar decisões com mais clareza;
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comunicar com segurança e empatia;
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manter estabilidade emocional em contexto de alta pressão;
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prevenir desgaste e reconhecer limites;
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fortalecer relações e equipas;
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alinhar prática com valores, propósito e missão profissional.
As organizações que evoluem reconhecem que cada colaborador é mais do que o seu cargo: é uma pessoa com história, emoções, valores, necessidades e expectativas que influenciam diretamente a sua prática clínica e a segurança do doente.
E o que está em risco quando nada muda
Ignorar o desenvolvimento pessoal tem impactos imediatos e acumulados:
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aumento do burnout e absenteísmo;
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degradação da qualidade assistencial;
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maior rotatividade e elevados custos de substituição;
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conflitos internos e falhas de comunicação;
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perda de profissionais experientes por exaustão;
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agravamento geral do clima organizacional.
Num sistema com envelhecimento evidente da força de trabalho, assimetrias regionais e pressão crescente, perder profissionais ao ritmo atual torna‑se insustentável.
Este tema deixou de ser apenas humano: é estratégico para a sustentabilidade do setor da saúde.
Este tema deixou de ser apenas humano: é estratégico para a sustentabilidade do setor da saúde.
A transição ética para práticas mais humanas e sustentáveis
A Health UP nasceu precisamente da necessidade de unir técnica e humanidade - de transformar a formação em saúde num espaço de reflexão, crescimento, consciência e atualização.
Defendemos uma prática que valoriza o rigor técnico, mas também o cuidado com quem cuida.
Acreditamos que a mudança começa dentro das pessoas: quando um profissional cresce, toda a equipa cresce; quando uma equipa evolui, todo o cuidado se transforma.
Defendemos uma prática que valoriza o rigor técnico, mas também o cuidado com quem cuida.
Acreditamos que a mudança começa dentro das pessoas: quando um profissional cresce, toda a equipa cresce; quando uma equipa evolui, todo o cuidado se transforma.
Como a Health UP apoia o crescimento dos profissionais e das equipas
Através de Programação Neurolinguística (PNL), Coaching Neurolinguístico, inteligência emocional e metodologias integradas, disponibilizamos:
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espaços de desenvolvimento individual;
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processos estruturados de desenvolvimento humano para equipas;
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formação que integra técnica + competência emocional;
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ferramentas práticas de comunicação e gestão emocional;
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abordagens aplicáveis ao dia a dia clínico.
O objetivo não é substituir a técnica - é complementá‑la com aquilo que a literatura indica ser decisivo para quem cuida.
Um convite para quem quer evoluir a sua prática
O setor da saúde precisa - mais do que nunca - de profissionais emocionalmente preparados, conscientes, alinhados e capazes de sustentar o cuidado que prestam.
Se desejas aprofundar o teu desenvolvimento ou fortalecer a tua equipa de forma ética, segura e intencional, a Health UP está aqui para caminhar contigo - sem pressão, sem urgência, apenas compromisso, escuta e ciência.
Cuidar de quem cuida é uma prioridade clínica. E começa dentro de cada profissional.
Se desejas aprofundar o teu desenvolvimento ou fortalecer a tua equipa de forma ética, segura e intencional, a Health UP está aqui para caminhar contigo - sem pressão, sem urgência, apenas compromisso, escuta e ciência.
Cuidar de quem cuida é uma prioridade clínica. E começa dentro de cada profissional.
Perguntas frequentes
O que é o desenvolvimento pessoal em saúde?
O desenvolvimento pessoal em saúde é o processo pelo qual profissionais desenvolvem autoconhecimento, regulação emocional, comunicação consciente e capacidade de lidar com a pressão clínica, complementando a competência técnica.
Porque é importante cuidar da saúde emocional dos profissionais de saúde?
Porque o bem-estar emocional influencia diretamente a qualidade dos cuidados, a segurança clínica, a tomada de decisão e a relação com doentes e equipas. Profissionais sobrecarregados cometem mais erros e apresentam maior risco de burnout.
O desenvolvimento pessoal reduz o burnout em profissionais de saúde?
Sim. A evidência mostra que práticas de desenvolvimento pessoal estão associadas a maior resiliência, menor exaustão emocional, melhor gestão do stress e maior intenção de permanência na profissão.
Qual a relação entre bem-estar do profissional e segurança do doente?
Existe uma relação direta. Profissionais emocionalmente equilibrados comunicam melhor, tomam decisões mais claras e reduzem a probabilidade de erro clínico, melhorando a segurança e a experiência do doente.
O desenvolvimento pessoal substitui a formação técnica na saúde?
Não. O desenvolvimento pessoal não substitui a técnica. Complementa-a. A prática clínica segura exige competência técnica aliada a competências emocionais, comunicacionais e de autorregulação.
Que competências fazem parte do desenvolvimento pessoal em saúde?
Incluem autoconhecimento, inteligência emocional, comunicação empática, gestão do stress, consciência de limites, tomada de decisão sob pressão e alinhamento com valores e propósito profissional.
As organizações de saúde beneficiam do investimento no desenvolvimento pessoal?
Sim. Organizações que investem no desenvolvimento humano das equipas registam menor rotatividade, melhor clima organizacional, maior colaboração interprofissional e melhores resultados assistenciais.
O desenvolvimento pessoal em saúde é uma tendência ou uma necessidade?
É uma necessidade estrutural. Face ao envelhecimento dos profissionais de saúde em Portugal, à escassez de jovens neste setor e à pressão assistencial crescente, cuidar de quem cuida tornou-se estratégico para a sustentabilidade do sistema de saúde.
Bibliografia
Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas (PLANAPP). (2025). Retrato ilustrado dos profissionais do SNS. PLANAPP.
Correia, T., Morais, R. & Beja, A. (2025). A satisfação dos profissionais de saúde em Portugal e retenção no SNS. IHMT/PLANAPP.
Lusa. (2025, outubro 10). Taxa de depressão de médicos e enfermeiros em Portugal é a terceira mais alta da Europa. SIC Notícias.
Morgado, P. & Coelho, P. S. (2024). Guia para o desenvolvimento pessoal: como investires no teu bem-estar. Fundação José Neves.
ONU News. (2025, outubro 10). OMS na Europa alerta para casos de depressão em agentes de saúde. ONU News.
Health UP. (2026). Cuidar de Quem Cuida – Programa de desenvolvimento pessoal para equipas de saúde. Health UP.
Health UP. (2026). Crescer na saúde: O teu desenvolvimento começa em ti. Health UP.
Correia, T., Morais, R. & Beja, A. (2025). A satisfação dos profissionais de saúde em Portugal e retenção no SNS. IHMT/PLANAPP.
Lusa. (2025, outubro 10). Taxa de depressão de médicos e enfermeiros em Portugal é a terceira mais alta da Europa. SIC Notícias.
Morgado, P. & Coelho, P. S. (2024). Guia para o desenvolvimento pessoal: como investires no teu bem-estar. Fundação José Neves.
ONU News. (2025, outubro 10). OMS na Europa alerta para casos de depressão em agentes de saúde. ONU News.
Health UP. (2026). Cuidar de Quem Cuida – Programa de desenvolvimento pessoal para equipas de saúde. Health UP.
Health UP. (2026). Crescer na saúde: O teu desenvolvimento começa em ti. Health UP.
Imagem via Adobe Stock.
Critérios de Aceitação dos Equipamentos
Este documento foi criado com o objetivo de concentrar informação acerca dos critérios de aceitação definidos para cada equipamento do serviço de saúde.
É muito útil, sobretudo para os serviços de saúde que dispõem de um número elevado de equipamentos.
Deve ser feito, preferencialmente, em folha Excel e existir apenas em formato digital.
Deve ser fornecido aos técnicos do laboratório que realizam as calibrações e os ensaios para que saibam exatamente o que medir em cada equipamento e consigam localizar facilmente os equipamentos, de modo a diminuir o potencial número de erros que podem existir nos certificados de calibração e nos relatórios de ensaio. Também deve ser usado no momento da análise de certificados de calibração e de relatórios de ensaio.
Estado Metrológico dos Equipamentos
Este documento foi criado com o objetivo de concentrar informação sobre o estado metrológico de cada equipamento, após a análise dos certificados de calibração e dos relatórios de ensaio.
Deve ser feito, preferencialmente, em folha Excel e existir apenas em formato digital.
Este documento é muito útil, sobretudo para os serviços de saúde que dispõem de um número elevado de equipamentos, na medida em que fornece uma visão geral do estado metrológico dos equipamentos.
Deve ser feito, preferencialmente, em folha Excel e existir apenas em formato digital.
Este documento é muito útil, sobretudo para os serviços de saúde que dispõem de um número elevado de equipamentos, na medida em que fornece uma visão geral do estado metrológico dos equipamentos.
Avaliação de Relatório de Ensaio
A avaliação dos relatórios compreende a análise do seu conteúdo e dos resultados.
Os resultados dos relatórios devem ser analisados face a critérios de aceitação/rejeição que o serviço de saúde tiver estabelecido, devendo ter em consideração os seus erros e a incerteza da medição.
A análise é da responsabilidade das organizações de saúde.
A Health UP criou o documento “Avaliação de Relatório de Ensaio” para as organizações de saúde procederem à análise do conteúdo e dos resultados dos relatórios.
Deve ficar evidenciado que os relatórios foram analisados e a tomada de decisão em relação ao equipamento que resultou dessa mesma análise.
A análise do conteúdo deve seguir o indicado na Norma ISO 17025, que define os requisitos comuns para os relatórios de ensaio emitidos pelos laboratórios com competência comprovada para o efeito.
Os resultados dos relatórios devem ser analisados face a critérios de aceitação/rejeição que o serviço de saúde tiver estabelecido, devendo ter em consideração os seus erros e a incerteza da medição.
A análise é da responsabilidade das organizações de saúde.
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Deve ficar evidenciado que os relatórios foram analisados e a tomada de decisão em relação ao equipamento que resultou dessa mesma análise.
Avaliação de Relatório Conclusivo
A avaliação dos certificados de calibração e dos relatórios de ensaio compreende a análise do seu conteúdo e dos resultados.
A Health UP criou o documento “Avaliação de Relatório Conclusivo” para as organizações de saúde evidenciarem a análise dos relatórios.
A análise do conteúdo deve seguir o indicado na Norma ISO 17025, que define os requisitos comuns para os relatórios de ensaio e os certificados de calibração emitidos pelos laboratórios com competência comprovada para o efeito.
Os resultados dos relatórios devem ser analisados face a critérios de aceitação/rejeição que o serviço de saúde tiver estabelecido, devendo ter em consideração os seus erros e a incerteza da medição.
No caso de a organização de saúde ter pedido um relatório conclusivo, a análise dos resultados já consta do relatório, tendo sido feita pelo laboratório que realizou a calibração e/ou o ensaio. Nesta situação, a organização de saúde solicita uma declaração de conformidade com uma especificação para o ensaio ou a calibração. A versão atual da ISO 17025 esclarece que a especificação e a regra de decisão devem estar claramente definidas.
A organização de saúde deverá fornecer ao laboratório o erro máximo admissível (EMA) do equipamento, a especificação e a regra de decisão.
A emissão de declarações de conformidade requer acordo prévio documentado com a organização de saúde.
A Health UP criou o documento “Avaliação de Relatório Conclusivo” para as organizações de saúde evidenciarem a análise dos relatórios.
Avaliação de Certificado de Calibração
A avaliação dos certificados de calibração compreende a análise do seu conteúdo e dos resultados.
A análise do conteúdo deve seguir o indicado na Norma ISO 17025, que define os requisitos comuns para os relatórios de ensaio e os certificados de calibração emitidos pelos laboratórios com competência comprovada para o efeito.
Os resultados dos relatórios devem ser analisados face a critérios de aceitação/rejeição que o serviço de saúde tiver estabelecido, devendo ter em consideração os seus erros e a incerteza da medição.
A análise é da responsabilidade das organizações de saúde.
A Health UP criou o documento “Avaliação de Certificado de Calibração” para as organizações de saúde procederem à análise do conteúdo e dos resultados dos relatórios.
Deve ficar evidenciado que os relatórios foram analisados e a tomada de decisão em relação ao equipamento que resultou dessa mesma análise.
CONSULTORIA PNL
Evoluir com Propósito
Falámos com a Filipa sobre a experiência dela nas sessões de consultoria.
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